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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Francesco - A História de São Francisco de Assis


Mais que uma história de vida, Francesco narra a jornada de um homem partindo de uma vida agradável e despreocupada até sua renúncia ao mundo. Rico e mimado, Francesco (Mickey Rourke) passa sua infância protegido da miséria que atinge seus semelhantes. Na guerra da Perugia, a cidade de Assis é derrotada e ele conhece pela primeira vez o sofrimento humano. Decide, então, distribuir suas riquezas aos pobres. Sua opção de vida é ridicularizada por seus companheiros. Mais tarde, porém, muitos seguirão seu exemplo e se tornarão seus discípulos. Entre eles Clara (Helena Bonham Carter), uma jovem que irá confortá-los nos momentos de dúvida e abandono. Francesco é um filme destinado à comover, emocionar e refletir... Música de Vangelis... Esse filme, foi indicado pelo Vaticano como um dos 10 melhores no género Religião.

Título Original: Francesco
Ano de Lançamento: 1989
Direção: Liliana Cavani
País de Produção: Itália, Alemanha
Idioma: Italiano
Duração: 150 min. 
Formato: AVI 
Tamanho do Arquivo: 923 Mb 
Legenda: Pt/Br (Separada)


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8 comentários:

João Inácio disse...

Assisti a este filme na época em que foi lançado (eu era pouco mais que um adolescente) e depois não mais. Eu talvez estivesse ainda na cabeça com a versão icônica, riponga e mutcho bicho-grilo do Zefirelli na cabeça, mas o fato é que achei o filme da Liliana Cavani com um certo ar de frieza, inclusive ao tratar da relação de Francisco e Clara. No fllme de Zefirelli há um certo romantismo (ainda que fosse tão pudico quanto este), mas aqui a relação de dois dos mais amados santos católicos é mostrada apenas de relance (vai ver por isso o Vaticano gostou tanto...)Bem, é disso que eu lembro. E lembro que isso me deixou um tanto desapontado, na época rsrsrsrsrs.

Na seara perigosa, digamos assim, dos filmes religiosos gostei e muito de uma produção espanhola sobre a vida de Santa Tereza de Ávila. Já este nem Vaticano nem ninguém ligado à Igreja gostou. Traz a figura da santa mais humanizada e muitos enxergaram sexo onde - eu pelo menos - vi uma intensa entrega (que pode até ser considerada sensual, mas não sexual). Afinal, há ou não muito de sexo na entrega religiosa, hein???? E posso garantir que o filme - que é belíssimo - nada tem de ofensivo. Fica uma dica ao Sonata (rsrsrsrsrs)

Aqui, textos sobre a celeuma e com pedradas ao filme:

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=6152

http://www.estadao.com.br/arquivo/arteelazer/2006/not20060825p2583.htm

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-arquivadas/5654-filme-que-aborda-vida-de-santa-teresa-de-avila-estreia-em-meio-a-polemica

E aqui um texto que externa com bastante proximidade o que eu apreendi desta produção espanhola, a qual recomendo vivamente:

http://diesdomini.blogspot.com.br/2007/06/blog-post.html

Antonio Augusto disse...

João Inácio, há muito de sexo no êxtase religioso, alguns conseguem a sublimação e se dão muito bem; outros, apenas recalques e traumas, tornando-se fanáticos que impedem a felicidade do próximo... Duvido que 90% dos que entram para vida religiosa, no catolicismo, tenham realmente vocação. É gente que foge do mundo ou que morre de medo de passar fome, pois para muitos a carreira religiosa é uma profissão e jamais um sacerdócio. Nada contra ser padre ou freira, mas que haja tendência e talento para a coisa. Só tenho encontrado gente fake!

João Inácio disse...

Pois é, Antonio Augusto, sei bem disso: fui batizado, catequizado e crismado. No dia da minha Crisma, a igreja saindo pelo ladrão de tão lotada, o pároco me chamou e pediu para eu ir conversar com ele, em umas cadeiras, no fundo da igreja, um pouco fora do alcance da multidão (mas não totalmente). Ali, mesmo com o templo lotado e correndo o risco de ser visto por alguém, ele, sem cerimônia alguma, começou a sussurrar no meu ouvido "se eu não teria interesse em entrar para o seminário, que eu teria acesso às melhores faculdades, poderia fazer mestrado e doutorado, estudar no exterior..." (a exemplo dele) e que eu poderia levar um vida "normal", com "namoradas(os), sexo, diversão, assim como ele fizera..." Enquanto me fazia a proposta indecente, ele fez questão de apalpar minhas pernas... Pois é, fui assediado (ainda que de leve). Quase virei uma estátua de sal, de tão congelado que fiquei (ainda que fosse um dia tórrido do verão gaúcho).

Esse cidadão aprontou algumas enquanto esteve naquela comunidade. Muitos anos depois, já morando na capital, fiquei sabendo que ele havia chegado as via de fato com vários garotos e havia sido "punido", sendo transferido para outra cidade. A "punição" foi tão grande que ele atualmente é padre da comunidade brasileira numa grande capital europeia, onde certamente deve levar a "vida normal" que ele tanto prezava.


Mas há o outro lado. O meu primeiro emprego foi como estagiário na Prefeitura da minha cidade natal. Tudo que era trabalhoso ou ninguém queria fazer sobrava para mim. Assim, num final de ano, o prefeito havia sido convidado para uma missa, seguido de almoço no convento das carmelitas existente no município. Lógico que ele não queria ir (ainda que ele não soubesse, essa honra havia sido concedida apenas a ele, por ser a autoridade máxima local) e lá fui eu "representá-lo". De todo o carmelo, apenas uma religiosa tinha a permissão para ver e falar com pessoas "de fora", resolvendo os problemas mundanos do convento. Mas durante um único dia do ano, elas se reuniam para uma missa aberta ao público (mas sem aparecer), ficando atrás de uma cortina, junto ao altar da capela e entoavam alguns dos mais belos cânticos que já ouvi. Não consigo definir a experiência a não ser como celestial. Após, almocei uma comida simples e saborosa com um pequeno grupo de carmelitas (todas relativamente idosas) e pude conversar apenas com aquela que fazia a ligação entre o convento e o mundo externo. Ela me mostrou a imensa e bem cuidada horta de onde via quase todo o alimento consumido ali, o pomar, a cozinha, e pude ver a própria cela dela (sem entrar, é claro). Tudo muito severo, limpo, calmo. O convento fica no alto de um morro de onde se avista boa parte daquela região de vales. Para mim, foi uma experiência quase mística ver aquelas velhinhas se movendo silenciosamente como sombras naquele local tão simples e, ao mesmo tempo, tão bonito e calmo.

Ela me explicou (sem eu ter perguntado, aliás) que muita gente achava a vida monástica estranha, mas que elas tinham uma função: rezar por todos que estavam "lá fora", desejando paz às famílias, saúde para os doentes, conforto para os desesperados... Lembro que ela não tocou no nome de "Deus", nem de "Jesus"... Fiquei constrangido de lhe entregar exemplares de informativos com obras municipais. Ela pareceu muito feliz em receber as revistas e me disse que se o prefeito e os funcionários municipais estavam tentando melhorar a vida das pessoas, elas rezariam para que tudo realmente desse certo.

Tenho certeza que, naquela noite próxima ao Natal, ela realmente se ajoelhou e rezou por mim e por todas as pessoas que ela nem conhecia ou jamais veria um dia.


João Inácio disse...

Num bairro vizinho ao meu, aqui em Porto Alegre, existe uma missão dos capuchinhos que trabalha com moradores de rua, prostitutas, soropositivos e viciados em crack. Boa parte da comida que eles têm (e oferecem aos seus assistidos) vem de doações. Fico um pouco desesperado de ver aqueles homens e mulheres, trajando apenas aqueles hábitos marrons puídos, andando de chinelos de dedo (eles estão sempre a pé) no frio inclemente do rigoroso inverno gaúcho pedindo alimentos de porta em porta. Claro que deve haver muito de sublimação ali. Mas não é só isso. É muito mais e foge da minha total compreensão. Há entrega, com certeza.

Portugal disse...

Obrigado, JI!

Esses,
que eu conheça,
devem ter sido dos seus textos mais fortes e sentidos..

E como diz António Augusto,
pena que muita gente não abrace a função religiosa por vocação..

Porém,
em qualquer Religião,
essencialmente,
não a podemos, apenas, avaliar por quem a serve mas pelo que ela representa...
Nesse sentido,
é dentro de nós que devemos avaliar se elas (as diversas religiões) fazem sentido.

Quanto ao problema das vocações,
e no caso do catolicismo,
o erro era enviar criancinhas para Seminários...

A pouco e pouco,
nos tempos atuais,
os Seminaristas entram em Seminários cada vez mais tarde,
quase em idade adulta e até pagam para isso,
como em qualquer Faculdade...
Talvez dessa forma as vocações se possam expressar melhor..

Veremos..

embora esse problema das vocações também se verifiquem em outras decisivas profissões...

Abraço Polireligioso.

João Inácio disse...

Caro amigo Portugal,
Mais do que a religião, a fé é um assunto intrínseco ao ser humano. Seja a fé em Deus, na Ciência ou próprio ser humano.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Os dogmas, hj em dia têm atração zero para mim. Mas se o atual papa fizer algo de realmente concreto pelos desvalidos do mundo, podemos ter fé novamente, não nas religiões, mas no ser humano.

Abração!

Cia. de Lendas disse...

Não consegui abrir o rar. Deu arquivo corrompido. Foi estranho porque baixou com extensão mxdl (???). Renomeei e o arquivo abriu, mas antes de completar o processo surge a mensagem de arquivo corrompido.

Também não gostei desse tal de Mega. Tentei baixar The East, aparentemente tinha baixado, mas quando procurei o arquvio no computador, cadê? Não estava em lugar nenhum. Bruxaria? Macumba? Espionagem do Barack Obama Bin Laden? Eu, hem.

Noodles disse...

Olá Amigo Cia.
Como vai?

Verifiquei o Uptobox.
Tudo bem.
Se lhe deu Rar corrompido é porque, de alguma forma, não baixou completo.
terá que baixar novamente.

Verifiquei o Mega.
Tudo bem.
A questão deve ser essa:
o Mega, necessariamente em Chrome, primeiro baixa os 100% para a "nuvem".
Depois dos 100%, tem que aguardar uns sgs,
Aí, ele "dispara" o ficheiro para o seu folder de transferências do Windows...

Diga se conseguiu?
Abraço.


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