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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Napoli, Napoli, Napoli


Nápoles poderia ser uma metrópole sul-americana. A falta de perspectiva de parte da população sem emprego a faz vender droga e corpo, o fracasso urbanístico não tem chance de mudar, a Camorra se fez de antiestado que comanda muita coisa, o governo investe em repressão e não em intervenção social. Abel Ferrara fez um documentário entrevistando presidiárias, moradores, prestadores de serviços sociais e alinhavou pequenas ficções e excertos de documentário antigo sobre a cidade. Curiosamente, o diretor teve o apoio da secretaria de turismo local mas este filme não convida ninguém a Nápoles mas, sim, a fugir de lá. 

Título Original: Napoli, Napoli, Napoli
Ano de Lançamento: 2009
Direção: Abel Ferrara
País de Produção: Itália
Idioma: Italiano/Inglês
Duração: 106 min.
Formato: AVI
Tamanho do Arquivo: 848 MB
Legenda: PT/BR/Inglês (Separadas)


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Link Ulozto

Torrent Sonata Première

12 comentários:

kleen disse...

Para mais informações:

http://www.cineplayers.com/critica.php?id=2074

http://cinema.uol.com.br/ultnot/2010/09/02/em-napoli-napoli-napoli-ferrara-faz-especie-de-geografia-da-violencia.jhtm

João Inácio disse...

Diz o senso comum que Nápoles é a cidade mais suja da Europa... Uma descrição vívida da cidade e de suas entranhas pode ser conseguida numa obra de ficção, o livro "A Visita Cruel do Tempo", da Jennifer Egan, que, aliás, li que vai ser adaptado ao cinema, mas duvido que alguém consiga colocar dez por cento da força do livro na tela.

João Inácio disse...

E aproveitem o Rapidshare. Tá baixando numa velocidade absurda. Pelo histórico do servidor, isso deve ter os dias contados...

Noodles disse...

Não JI..
O Rapid, nesses últimos meses, muitas vezes dispara.

E estamos preparando outro link para o Frances...

Noodles disse...

Mais Abel Ferrara no Sonata:

http://sonatapremieres.blogspot.com/2012/10/os-viciosos_3658.html

João Inácio disse...

Amém!

Hugo disse...

Gente, obrigado pelo post.
Agora tô devendo duas cervejas.
Inté (apesar do Rui Castro abominar...)

kleen disse...

Hugo, obrigado a você.
Estou numa sede danada!

João Inácio disse...

Filme estranho, na verdade são quase dois filmes num só, o documentário propriamente dito, que é muito revelador e bem interessante. E os excertos ficcionais, absolutamente dispensáveis e que tiram muito da força do filme. Na parte ficcional, temos em dois papéis pequenos a jovem esposa diretor, Shanyn Leigh, e interpretando sua mãe, a vovó malucona e antepassada de todas as periguétis da face da Terra, Anita Pallenberg, irreconhecível aos 65 anos, mas com uma carinha e um corpinho de 105... Ê, a vida de dorgas e rock'n'roll cobra seu preço.

É uma situação tão alarmante de degradação social, a mostrada pelo filme, que poderia ser um documentário sobre a realidade brasileira, tranquilamente, bastando trocar o idioma italiano pelo português. Tb é interessante ao mostrar um lado que a Europa gostaria de esconder ou, nas palavras do secretário municipal de Assuntos Sociais, entrevistado no filme, "Nápoles é como a sujeira que se varre para debaixo do tapete".

Antonio Augusto disse...

Parabéns! Esse filme é maravilhoso! Conheço a coisa já faz um bom tempo. Se você já foi a Nápoles, mas procurou observá-la, senti-la, através do A PELE, de Curzio Malaparte, deixa que o filme o arrebate e, apesar da miséria, só encontra poesia nessa podre delícia. Nápoles é pagã - o cristianismo apenas arranhou sua essência.

João Inácio disse...

Hehehe, gostei do "podre delícia".

Portugal disse...

O "podre delícia" deve ter a ver com as eternas greves de recolha do lixo patrocinadas pela Camorra bem como os viciados e conluiados concursos públicos ganhos ao décuplo do valor real...
(onde é que eu já vi igual?...)

Quanto ao paganismo, o ancestral dialecto próprio fala por si..

Abraços com mola no nariz.

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