Os irmãos Dennis e Bill, sem grandes perspectivas na vida, vão para Long Island seguindo poucas pistas com o objetivo de encontrarem o pai, um foragido há mais de vinte anos por suspeita de terrorismo. Na verdade, apenas Dennis quer ver o pai que pouco se importou com a família pois Bill, com tendências ao crime, só quer conquistar as mulheres. Ao longo do caminho, conhecem tipos estranhos com quem descarregam filosofia e cultura pop. No fim das contas, o que move o mundo são os problemas e o desejo.
Título Original: Simple Men
Ano de Lançamento: 1992
Direção: Hal Hartley
País de Produção: EUA/Itália/Inglaterra
Idioma: Inglês/Francês
Duração: 105 min.
Formato: AVI
Tamanho do Arquivo: 703 MB
Legenda: PT/BR (Separada)
Ano de Lançamento: 1992
Direção: Hal Hartley
País de Produção: EUA/Itália/Inglaterra
Idioma: Inglês/Francês
Duração: 105 min.
Formato: AVI
Tamanho do Arquivo: 703 MB
Legenda: PT/BR (Separada)
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6 comentários:
a descrição do filme me lembrou um pouco a descrição desse outro: http://sonatapremieres.blogspot.com.br/2013/10/nu.html vou ver os dois pra ver o que eles poderiam ter em comum :)) aproveito pra agradecer a equipe do sonata por possibilitar essas possibilidades :)) o/
Jorge,
Obrigado a você.
Depois de 600 sinopses, estou ficando repetitivo nos textos, hehehe.
Os filmes não têm muito em comum a não ser o fato dos personagens estarem à toa na vida e filosofarem bastante, características comuns de seus autores, Hal Hartley e Mike Leigh. O protagonista de Naked despreza mesmo as mulheres. Já o deste filme quer desprezar mas não consegue.
Abraço.
Hal Hartley no Sonata:
http://sonatapremieres.blogspot.com.br/2013/11/beatrice-e-o-monstro.html
http://sonatapremieres.blogspot.com.br/2012/03/o-livro-da-vida_985.html
http://sonatapremieres.blogspot.com.br/2012/03/confianca_2399.html
Um dos melhores filmes do Hartley, contando com alguns de seus atores habituais: seu alter-ego Martin Donovan, William (Bill) Sage, Damian Young, a linda (naqueles tempos) romena Elina Löwensohn e num pequeno papel Parker Posey. Os anos 90 foram o começo do fim do cinema indie americano "para as massas". A entrada de grandes estúdios no negócio, notadamente a então poderosa Miramax, o crescimento em importância e fama do festival de Sundance, etc, fizeram com que o cinema de autor nos EUA chegasse ao auge para dali começar a derrocada. O ressurgimento hj se dá por diretores realmente independentes, muitos dependendo da internet e de festivais pequenos, como o de Toronto. Mas carreiras ainda são construídas em Sundance (que há tempos deixou de ser "indie"), como as de Darren Aronofsky, Jennifer Lawrence, etc.
Quando se diz que Hartley é a versão indie e ianque de Godard muita gente se assusta ou torce o nariz. Calma! Estamos falando do antigo Godard e não do atual (Filme Socialismo, alguém?). Aqui, a máxima de que para se fazer um filme é preciso apenas uma arma e uma garota bonita é ampliada, já temos não um, mas dois "foras-da-lei" oficiais e não uma, mas duas garotas. A ação se passa numa cidadezinha rural e cafondó dos arredores da Grande Maçã, perdida entre casas de madeira decrépitas e postos de gasolina idem. Um cenário americano por excelência. De uma certa forma, é uma espécie de road-movie. Tem de tudo: do policial latino que oferece sua medalinha da Virgem ao ladrão de banco, o frentista do posto de gasolina que prefere falar em francês com os clientes, a aluna vamp da escola de freiras, a imigrante do Leste Europeu gostosa, porém solitária e epilética, o policial para quem os males do mundo são fruto da forma como as mulheres usam e descartam os homens (interpretação mais que inspirada de Young), a loira que para aplacar a solidão fica catando mudas de árvores no mato para fazer um jardim que nunca se completa... O revoltado com tudo e com todos de Martin Donovan...
O cenário é realista, mas os diálogos e a ação são alegóricas. Ao cabo e ao fim, todos os personagens estão é procurando um sentido em suas existências bestas e solitárias, enquanto, como bem diz o Kleen, filosofam - e muito - sobre a vida. Todo mundo aqui tem suas "vidinhas", mas elas nunca são vazias. É o olhar carinhoso do diretor para com seus personagens, seus atores e com o restante do gênero humano. Algumas sequências são antológicas, como quando os personagens centrais discutem a queda na qualidade da carreira de Madonna... A dancinha coreografada ao som de "Kool Thing" do Sonic Youth, a fala "Não se mexa!" que demarca o espaço de ação do filme, pois ele não começa do começo e não termina no The End e o que temos na tela é um recorte, um miolo de existências erráticas...
Após este "Homens Ordinários" (um pena terem dado o título panaca em português de "Simples Desejo"), Hartley atingiria o ápice com Amateur, com os mesmos Young, Donovan, Elina e mais uma vez numa ponta Parker Posey (ela acabaria sendo a protagonista, muito tempo depois, e já atriz consagrada do mundinho indie, do fraquinho Fay Grim). Elina, aliás, praticamente não filma mais nos EUA e tem hj uma consistente carreira no cinema francês. Aqui, uma entrevista muito interessante dela, onde fala do apogeu e da morte do cinema independente americano: http://fohnhouse.blogspot.com.br/2012/03/spiritismes-interview-with-elina.html
Willliam Sage, agora Bill, é basicamente um ator indie (Mistérios da Carne, High Art, Retratos Sublimes, etc) secundário, só foi protagonista com Hartley. Donovan nunca mais se descolou da imagem do diretor, fez alguns papéis pequenos no cinemão, foi para as séries de TV e hj é um diretor errático... Se há alguém como um Tarantino hj e se filmes "fofos" como "Frances Ha" existem é porque alguém abriu a porteira antes. "Simples Desejo" é uma amostra deste desbravador tímido e talentoso chamado Hal Hartley.
mto obrigado kleen e Joao Inácio o// mto sensacional os filmes e os comentários o/ abraço o/
JI,
Como pode caber tanta informação intacta em uma só cabeça?
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