Polônia, início dos anos 60. Uma freira vai jurar seus votos. Ela está no convento desde bebê. A madre superiora acha, no entanto, que antes disso ela precisa conhecer sua única parente viva, uma tia juíza. Por meio desta, ela sabe que seu nome verdadeiro é Ida e que seus pais eram judeus. A tia bebe demais, não acredita em muita coisa mas com ela Ida irá em busca do passado, o que pode abrir novos horizontes em sua vida.
Título Original: Ida
Ano de Lançamento: 2013
Direção: Pawel Pawlikowski
País de Produção: Polônia/Dinamarca
Idioma: Polonês
Duração: 78 min.
Formato: AVI
Tamanho do Arquivo: 706 MB
Legenda: PT/BR/Inglês (Separadas)
Ano de Lançamento: 2013
Direção: Pawel Pawlikowski
País de Produção: Polônia/Dinamarca
Idioma: Polonês
Duração: 78 min.
Formato: AVI
Tamanho do Arquivo: 706 MB
Legenda: PT/BR/Inglês (Separadas)
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5 comentários:
Muito bom!
Verdade, human being.
O diretor merece mais alguns de seus filmes aqui.
Simplesmente maravilhoso. Adorei. Obrigado por compartilhar. Abraço!
Obrigado, Jorge.
Favorito ao Oscar de filme estrangeiro.
Excerto (com a devida autorização) da critica de Marília Tasso no Pitada de Cinema Cult.
Para consultar o texto completo acedam:
http://pitadadecinema.blogspot.com/2015/02/ida.html
"Ida" (2013) de Pawel Pawlikowski é um filme que foge do comum, seja em sua narrativa ou em sua estética. Com um enquadramento de formato quadrado junto a uma fotografia lindíssima em preto e branco, sua duração é de apenas 82 min, a cadência é lenta e não há grandes eventos, mas toca em assuntos sensíveis, como o holocausto e a religião. O tema do filme é tratado de modo delicado e promove sentimentos únicos em cada um que o assiste.(...) A convivência entre essas duas mulheres completamente diferentes é o que dá uma certa dinâmica no filme, pois o ritmo é bem lento, a câmera não tem pressa e os diálogos são escassos, Wanda protagoniza pequenos diálogos incríveis, são críticos e ácidos. Já Anna é uma moça calada, tímida e que não sabe absolutamente nada, portanto é compreensível a confusão que a toma, demoramos para entendê-la, porém nessa busca pelo seu passado junto com a tia, acontece uma mudança e mesmo que não seja explicitada em diálogos a entendemos no fim das contas.
A ausência de trilha sonora também faz parte da aura do filme, só escutamos algo quando Ida e a tia estão num hotel. O rapaz que toca saxofone na banda se interessa pela freira, e nessa parte conseguimos reparar em nuances, seu rosto pensativo dá lugar para a curiosidade.
"Ida" é um filme pesado, seco, porém muito bonito, simples e profundo. Pode até parecer que nada acontece, mas é porque ele precisa ser olhado com uma certa precisão, são gestos, olhares e o silêncio que predomina em Ida nos diz muito, ela não sabe quem é, está em busca com muitas dúvidas, sua autodescoberta é difícil, incerta e dolorosa. O que se sobressai é a fotografia, mas o conjunto faz desse longa uma espécie rara dentro do cinema e que deve ser visto com mais carinho e atenção. (...) "Ida" retrata o silêncio de personagens marcados por um episódio drástico da História e também reflete a vocação da religião. (...) Sem dúvidas um filme que chegará diferente a cada pessoa, para alguns enfadonho, já para outros de uma beleza sem tamanho, uma obra reflexiva, austera e silenciosa.
Com personagens complexos em uma história que se desenrola de maneira simples, o longa merece mais de uma assistida e deve ser guardado num cantinho especial da memória."
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