Um dia na rotina de Fausto e Jesus: dois trabalhadores mexicanos em Los Angeles. Como de costume, eles sofrem grande pressão no trabalho. Mas diferente de todos os outros dias, dessa vez Jesus carrega uma arma na mochila.
Título Original: Los Bastardos
Ano de Lançamento: 2008
Direção: Amat Escalante
País de Produção:México / França / EUA
Idioma: Espanhol / Inglês
Duração: 90 min.
Formato: AVI
Tamanho do Arquivo: 700 MB
Legenda: PT/BR/Inglês/Esp (Separadas)

5 comentários:
Esta obra me lembrou bastante os filmes do nosso querido diretor Michael Haneke. Os filmes do Haneke apresentam quase sempre aquele mesmo modelo: as histórias vão se desenrolando num ritmo lento, quase parando... e quando o espectador está prestes a entrar no sono R.E.M., surge uma cena altamente chocante que o faz saltar da poltrona. Los Bastardos segue essa mesma premissa e dou nota 10 para o realismo da "cena do choque".
Talvez muitos não concordem com o que acabei de comentar sobre o Haneke, mas essa foi a minha impressão. Isso não quer dizer que os filmes desse diretor sejam ruins; muito pelo contrário! Seus filmes são sua marca registrada. Apenas acho que ele poderia dar uma pitada a mais de objetividade em suas obras. Por exemplo, acompanhar o jantar de uma família em tempo real (e passar 15 minutos vendo as personagens passarem geleia na torrada sem trocarem uma palavra sequer) não é a única forma de expressar a incomunicabilidade existente entre aquelas pessoas. Corre-se o risco de beirar o tédio. Há alternativas mais diretas para transmitir o que se quer transmitir. Mas o respeito como diretor, mesmo assim.
Ó grande Lama, adoro o Haneke e concordo em parte com teu comentário. Alguns filmes dele seguem essa trajetória (A Fita Branca, Caché, etc) outros como "Código Desconhecido" são porrada do início ao fim, mas, de um modo diferente, digamos. Numa cena Juliette Binoche está em casa, passando roupa, quando ela ouve sua vizinha, uma criança, gritando. Ela para: a menina está sendo espancada? Ou só levando uma "surra normal?" (um tapinha não dói?). Na dúvida, ela continua passando seu vestido. Numa cena mais à frente, um grupo de pessoas (Binoche inclusa e se debulhando em lágrimas) participa do enterro da referida menina....
É um choque e não consigo imaginar como Haneke nos faria levar este "soco no estômago" a não ser mostrando uma cena "aparentemente" banal e que se revela trágica. Mas, concordo contigo, talvez ele pudesse ser mais econômico no uso de "cenas banais" (ou ao menos em sua duração, vá lá) que só mais tarde vão dizer a que vieram.
Abração!
Grande Ignacium!
Como sempre, palavras muito bem colocadas.
Abraços!
Mais Amat Escalante no Sonata:
http://sonatapremieres.blogspot.com/2014/02/heli.html
Verifiquem se desligando o torrent, os Servidores baixam mais rápido..
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