O Nosso Quarto de Brinquedos:
POSTAGENS RECENTES:
SOM SONATA
Larry Carlton & Steve Lukather

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Entre Nós


Um grupo de amigos escreve cartas sobre seus desejos que devem ser abertas dez anos mais tarde. Passado esse tempo, há o reencontro após o acidente, as feridas estão escancaradas e nada será como antes. Os anseios da juventude não foram o ponto de chegada de seus caminhos pessoais.

Título Original: Entre Nós
Ano de Lançamento: 2013
Direção: Paulo Morelli/Pedro Morelli
País de Produção: Brasil
Idioma: Português
Duração: 101 min.
Formato: AVI
Tamanho do Arquivo: 604 MB
Legenda: Inglês/Espanhol (Separadas)


- DOWNLOAD -
Link Google

Torrent Sonata Première

3 comentários:

kleen disse...

Este filme já deveria estar no blog há alguns dias mas a mania que a gente tem de assistir antes atrasou a vinda. De toda forma, a angústia que esta obra passa torna-a necessária de ser postada a qualquer tempo. Filme bom.

http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2013/10/caio-blat-lanca-entre-nos-e-afirma-que-filme-da-tapa-na-cara-dos-jovens.html

http://revistaogrito.ne10.uol.com.br/page/blog/2014/03/27/critica-entre-nos-de-paulo-morelli/

Carlos Brunno disse...

Durante esse período de recesso de julho, tive a oportunidade de assistir a vários filmes fodásticos, baixados no blog “Sonata Première”. Um dos filmes que mais me marcou nesse período é o fodástico drama “Entre nós”, dos diretores brasileiros Paulo Morelli e Pedro Morelli.
A atmosfera de “Entre nós” é angustiante e tensa (o drama beira o suspense de tão tenso que é o reencontro dos amigos). Apesar de girar em torno de um reencontro festivo, as expectativas de uma reunião alegre são desmoronadas à medida que antigas paixões, novas frustrações e um segredo mal enterrado vêm à tona. A câmera acompanha os personagens como se filmasse um reality show, invade seus momentos mais íntimos e as cenas nos revelam os sonhos perdidos e o leve e melancólico desespero dos personagens diante de um presente desalentador em comparação aos anseios do passado. Dá aquela impressão de solidão coletiva, de geração perdida e eternamente enlutada (e, para alguns, culpada) pela morte do amigo mais talentoso e, também (e, para alguns, consequentemente), do fim das ilusões de outrora.
Tentei reproduzir essa atmosfera de melancolia tensa no poema e usei, como eu lírico, o personagem Felipe, primorosamente interpretado por Caio Blat. O período no qual assisti ao filme coincidiu também com essa época de luto da literatura brasileira, na qual perdemos 3 fodásticos escritores (João Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna) e passamos a compartilhar fragmentos de seus escritos de forma muitas vezes desordenada e sem conhecimento/compreensão devida das obras dos escritores. ‘Roubartilhamos’ as obras alheias como se fossem nossas e, às vezes, o efeito é apenas o mesmo do personagem Felipe: o ato de compartilharmos o que não é nosso como se fosse nosso só nos mostra a frustração criminosa de interpretarmos uma persona que não podemos ser e a melancolia permanente de termos algo perdido em nós que poderia ter sido e que não foi.
Assistir ao filme “Entre nós” é como ser cúmplice de um crime amigo que negamos, acompanhados de nossos ex-companheiros, mas que nos torna eternamente condenados por nossos sonhos jovens que faleceram na poeira do tempo.
Veja o poema no link: http://diariosdesolidao.blogspot.com.br/2014/08/quando-o-passado-fere-o-nosso-presente.html

kleen disse...

Obrigado pelo apoio ao Sonata, Carlos Brunno, e parabéns mais uma vez pelo talento.

Postar um comentário