Durante a Segunda Guerra Mundial, na França ocupada pelos nazistas, uma mulher de baixa escolaridade cria seus dois filhos em um apartamento cheio de ratos. Ela é Marie Latour. Em 1941, seu marido retorna da Frente, fraco demais para manter um emprego. Depois de um episódio envolvendo sua vizinha, Marie descobre que pode fazer abortos clandestinos para sustentar sua família. E o que começou sendo a ajuda de uma amiga para outra, se transforma num lucrativo negócio.
Ano de Lançamento: 1988
Direção: Claude Chabrol
País de Produção: França
Idioma: Francês / Alemão
Duração: 108 min.
Formato: AVI
Tamanho do Arquivo: 690 MB
Legenda: PT/BR (Separada)
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37 comentários:
Isabelle Huppert é sempre garantia de qualidade, se não do filme como um todo, ao menos podemos estar certos de que iremos apreciar uma ótima interpretação. A sinopse lembra um pouco o filme "O segredo de Vera Drake", muito bom aliás, mas é bem provável que as personagens principais de difiram completamente.
Bela postagem, Yagami; vou logo baixá-lo!
Baixe sem demora! Não vai se arrepender.
A Isabelle Hupert está ótima, mas o filme também é bom por si só.
O blog é ótimo! Parabéns!
Vem conhecer o meu:
leiakarine.blogspot.com
Obrigado pelo elogio, Karine Tavares.
Já visitamos o seu blog, deixamos cumprimentos e recomendamos.
Abraços.
Daniel (e Yaga tb!)
Um dos meus preferidos da parceria Chabrol/Huppert. Temos até uma versão muito especial da Ave Maria... Lembro do escândalo que isso causou na época, sendo matéria de jornal no Brasil, inclusive com artigos escritos por padres e bispos pedindo aos fiéis que passassem bem longe dos cinemas que exibiam Um Assunto de Mulheres....
Quase 20 anos depois, Vera Drake deve ter ficado uma ou duas semanas em cartaz e não causou reação nenhuma de ninguém. Sinal dos tempos. Por outro lado, lembro de tê-lo visto numa sala quase vazia do Moinhos Shopping, em POA (e os poucos que estavam levantaram e foram embora antes do final do filme, quando só havia eu e mais um casal na sala de cinema....)
O filme não diz, mas Tio João (que não é o arroz) vai contar: é livremente inspirado numa terrível história real, a da última mulher e última pessoa morta PUBLICAMENTE na guilhotina na França. Madame Giraud foi guilhotinada em 1943 por ter feito 26 abortos durante a 2.ª Guerra Mundial. O filme de Chabrol atribui - e é o que se diz, inclusive na Web - que a publicidade do caso deu-se pelo Governo Nazista da França, que quis dar exemplo para população, algo como: "sim, nós aceitamos os nazistas de braços abertos, mas não pensem que não somos um governo sem independência. Se matamos quase 600 mil judeus (a maioria crianças) é porque queríamos fazer, não vai ser uma aborteira analfabeta que vai manchar nossa honra francesa, né?").
Compreensivelmente, sempre que se trata sobre o colaboracionismo francês na época nazista, o filme gerou enorme desconforto na França. Não é à toa, que Assunto de Mulheres é considerado uma grande atuação de Huppert por críticos do mundo todo (ela ganhou em Veneza como melhor atriz), mas teve pouco reconhecimento crítico e "oficial" dentro da própria França. Indicado a vários Cesar, não levou nenhum......
Houve outros poucos casos de guilhotinamento depois, mas foram "cerimônias" discretas e sem publicidade. O último caso, acreditem, foi em 1977 (eu mesmo achei que esta prática medieval havia deixado de existir no fim da Revolução Francesa, fiquei chocado ao saber disso e foi o filme do Chabrol que fez com que eu pesquisasse o assunto.)
Curiosidades:
O filme mostra Huppert como uma típica camponesa francesa, "livre" de ser incomodada pelo nazismo, enquanto Rachel, a amiga (bom, mais que amiga, ok) do bar, era a judia que foi morta no campo de concentração só por ser judia. Isabelle Huppert é na verdade, judia de origem húngara, casada com um ator libanês meio-judeu e meio-palestino. Como Chabrol era o rei da ironia fina, a escolha de sua musa para o papel principal por ter sido um tapa de luva com destino à várias caras.
É o primeiro filme que Huppert trabalha com sua filha, Lollita Chamah. Sim, a moça se chama Lollita mesmo e foi Huppert quem escolheu o nome. Sim, por causa de Nabokov...
O roteiro foi escrito por Chabrol e por Colo Tavernier, então esposa de Bertrand e mãe de Nils, ator que no auge de sua beleza cafajeste é um dos objetos de desejo de Huppert em Assunto de Mulheres (seria um "assunto de família"?). Bertrand, o Tavernier pai, disse numa entrevista recente que La Huppert é obcecada em parecer eternamente jovem, que ela só quer interpretar personagens com metade da idade real dela é que é completamente obcecada em ser mais bonita e melhor atriz que outra Isabelle, a Adjani.
Ãannnhnnn, ao ser confrontada por jornalistas, Isabelle disse que Tavernier jamais diria uma grosseria destas. Quando ela mesma leu nos jornais en-fu-re-ci-da a entrevista, mudou radicalmente seu discurso. No lançamento de "Minha Querida Princesa" na BBC, ela disse que Tavernier a usou em "Coup de Torchon", fazendo com que ela tivesse várias cenas de nudez e que ela estava farta (de aparecer nua em filmes). Ui ui ui...
Grande João Inácio! Deveria ser indicado ao prêmio de informação ao Público do Sonata.
Obrigado tantas informações que eu não sabia.
E quando ela começou a oração: "Ave Maria cheia de merda", fiquei arrepiado. E senti medo da atuação da Huppert. Grande atriz. E linda.
Caramba, não consegui assistir ao filme ainda, quero ver se arranjo tempo ainda hoje. Se as expectativas já eram grandes, depois desse curriculum que nos foi apresentado, tenho certeza de se tratar de uma daquelas obras que nos marcam pra sempre. Valeu pelas informações, João.
Depois de assistir, volto para deixar minhas impressões, espantos, choques, traumas, deslumbramentos...
P.S.: Imaginar que Huppert tenha alguma obsessão pela LINDA (mas questionável) Adjani, parece algo bem estranho. Mas, vai saber... assunto de mulheres...
Rá! Grande Daniel!
Elas trabalharam juntas em As Irmãs Brontë, do André Techiné (rimou). Adjani, linda, já era famosa. Huppert era o patinho feio da história (ela interpretou Anne Brontë, descrita na história oficial como um patinho feio real e muito tímida). Ao longo dos anos, Huppert inverteu o jogo: além de estar cada vez bonita (e magra, vejam "Minha Terra, África") se tornou a verdadeira face do cinema francês, ao lado do ícone Catherine Deneuve. Já Adjani, cada vez mais "cheinha", digamos, vem naufragando em filmes bestas e interpretações idem. São produções que muitas vezes nem saem da França... Outra curiosidade sobre as beldades em questão: ambas são chamadas "carinhosamente" pela imprensa francesa de "citron", pelo constante azedume que aparentam. Neste caso, Huppert leva a melhor tb: conhecida por ser intratável como persona pública, tem enorme admiração e carinho por seus amigos e, ao que consta, não tem problemas com fãs.
Já Adjani distribui parece que distribui fel indistintamente, inclusive a fãs e amigos (????). Daniel Day-Lewis, que foi casado com Adjani, "comunicou" que estava se separando dela por fax.... Motivo: além de jamais querer vê-la novamente, temia as reações da moça. Medinho...
Fala sério... A Adjani perto da Huppert é nada... nem talento e nem em beleza (Sim, eu prefiro a Huppert...).
E a Huppert tem cara de vilã de novela: Chique, chata, azeda e rica! :)
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, Yaga, nada a dizer!
Rsrsrs, é verdade Yaga, a Huppert tem mesmo um charme irresistível, no qual seu notório "citron" tem um peso definitivo. Para mim, em termos de beleza, a Adjani no início da carreira é quase imbatível (claro, uma beleza clássica, sem muita personalidade), mas o tempo escolheu para ser generoso apenas uma das isabelles.
Confesso que não sabia que o azedume da Adjani era comparável ao de Huppert, e também desconhecia esse episódio hilário protagonizado pelo meu tocaio Day-Lewis. A moça deve ser fogo mesmo...
Daniel,
No ano passado, Adjani foi acusada de tentar matar um ex-namorado, mandando uma "carta-veneno" pro infeliz:
http://www.guardian.co.uk/world/2011/jun/14/isabelle-adjani-questioned-attack-delajoux
O jornalista Hamilton Rosa Jr. (http://www.cinelog.com.br/?page_id=516) diz que o casamento com Adjani é um assunto tabu para Day Lewis e que ele finge que o filho deles nem existe.
Por outro lado, há informações contraditórias, que o menino de dez anos resolver abandonar a mãe - que vive reclusa num mundo de luxo e excessos na França - e foi viver com o pai e sua nova esposa, Rebecca Miller, numa fazenda no interior da Irlanda.
Um pouco de fofoca e cultura inútil para apimentar a segunda...
Momento TV Fama do Sonata Premiére!
Ok Ok.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKkkkkk de novo!
Pôxa, se tivéssemos uma Contigo, uma Caras, ou algo que o valha, deste nível, aposto que muitos daqui teriam uma assinatura. Claro, o padrão seria outro desde o título: em vez de Contigo, algo como Convosco; em vez de Caras, Faces. O nível das celebridades abordadas também seria o que há de mais cult, já suas histórias... carta-veneno?! Caramba!!
A Adjani também merece o título de Vilã de Novela.
Prêmio Maria do Bairro para ela!
Carta-veneno é muito legal.
E eu pensei também no lance da revista cult. João Inácio Rubens, poderia ser o editor-chefe. :)
kkkkkkkkkkkk, tô rindo litros!
O pior é que a história da carta está no The Guardian! rsrsrsrs
Nelson Rubens cover????? rsrsrsrsrs
Então, para fazer jus ao momento "Estrelas" do Sonata: o tal ex-namorado-quase-assassinado da Adjani, o cirurgião Delajoux, foi acusado de ter causado a morte da atriz Marie Trintignant (a prosti amiga da Huppert em "Assuntos de Mulheres"...)
Por outro lado, ele é o responsável por ter salvo de uma hemorragia cerebral a Charlortte Gainsbourg (mas ninguém impediu que ela ficasse sem a periquita, em episódio mais que conhecido).
Ass.JI Rubens
Editor-chefe da Convosco
Vejo que por aqui é mesmo "Assunto de Mulheres"..
e Francesas.
Curiosamente,
apesar da propalada beleza da mulher francesa,
no cinema nem abunda muito.
Já disseram, antes, de mim, que fazia lembrar o Day-Lewis..
Talvez por isso, arriscaria, e escolheria a Adjani.
Mas se pudesse mesmo escolher, seria ainda a BB (nos seus tempos).
Melhor,
nesses tempos, escolheria a Sophie Marceau.
E nos 70s, a Mireille Darc.
E para amante, a fogosa Betty Blue (Béatrice Dalle).
Tenho dito.
Olha só, temos cover lusitano do Day Lewis (aparentemente, assim, de longe, lembra sim)
Bardot, só nos áureos tempos mesmo (ela está cada vez mais parecida com a Dercy Gonssauros atualmente)
Jesuiz, quanta besteira num dia só...
Todo o charme da mulher francesa:
http://www.youtube.com/watch?v=MhkTR_d84_M&feature=relmfu
kkkkkkkkkkkkkkkk, eu desisto! Venho aqui para comentar o filme, a que afinal acabo de assistir, e me deparo com este video postado pelo nosso redator, uma espécie de stand up com a Anouk Aimée dos trópicos! Très fou!!
Não desista! Agora, não! hehehehe, Deixa a bagaça de lado e vamos voltar a (des)ordem do dia!
Mas que balbúrdia é essa aqui?
Quem me conhece sabe: depois que assisti à "Professora de Piano", Isabelle Huppert virou um dos meus grandes sonhos de consumo.
Uma MILF, de fato.
Estamos começando a penetrar (oooops!) em terreno pornográfico!
Que terreno pornográfico?
Acho que o Lamash se referia ao Piano...
Agora, sem bagaceirice. Isabelle Huppert é uma das maiores atrizes de todos os tempos. E está cada vez mais linda. Fato.
Para quem não sabe:
Da Wikipédia:
"MILF é um acrônimo em inglês que significa "Mom I'd Like To Fuck" (em português, "Mãe que eu gostaria de foder"), e refere-se a um fetiche sexual com mulheres mais velhas com idade suficiente para serem mães de determinados parceiros mais jovens. Geralmente uma MILF tem a faixa etária entre 35 a 50 anos. O termo, anteriormente já usado na internet, e cujo mais antigo registro data de 1995, foi popularizado no final da década de 1990 pelo filme American Pie, através da interpretação de Jennifer Coolidge, cuja personagem, Janine Stifler, era a atraente mãe de um dos personagens, Stifler, sendo cobiçada pelos amigos do filho."
Proximo tema:
relações Catherine Deneuve / Fanny Ardant...
Pssst... !
Esta cena memorável de "8 femmes" seria um bom intróito??
http://www.youtube.com/watch?v=fU0d1tioRJQ
Já que adentramos outro terreno, este é impagável, Isabelle
Huppert, fantástica!
http://www.youtube.com/watch?v=sMJjwvaqKnQ&feature=related
Esta cena eu não pensei que iria ver um dia: Isabelle Huppert (quase) gargalhando, na vida real! Pode se considerar um verdadeiro flagra!
Mais Claude Chabrol no Sonata:
http://sonatapremieres.blogspot.com/2012/05/nas-garras-do-vicio_8164.html
http://sonatapremieres.blogspot.com/2013/06/charles-e-de-uma-pequena-cidade.html
http://sonatapremieres.blogspot.com/2013/04/as-corcas_8398.html
http://sonatapremieres.blogspot.com/2012/04/o-acougueiro_3585.html
http://sonatapremieres.blogspot.com/2014/06/a-mulher-infiel.html
http://sonatapremieres.blogspot.com/2013/07/mulheres-diabolicas.html
http://sonatapremieres.blogspot.com/2013/06/a-teia-de-chocolate.html
Se não me engano é a história verídica da última mulher condenada a morte na França.
Isso..
O nome era Marie-Louise Giraud e foi condenada à morte por guilhotina em 1943.
http://en.wikipedia.org/wiki/Marie-Louise_Giraud
Aliás,
a pena de morte em França só foi abolida em 1981!!!
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