Uau, Hilde! Várias favelas pegaram fogo em São Paulocom 4 mortes. O tamanho dessa tragédia é maior, não por atingir a classe média, mas pelos 240 mortos. Do tamanho dos incêndios que mais mataram no Brasil e no mundo. Não precisamos dessa métrica. Não precisamos fazer média com quem quer que seja. Nem você precisa, aliás.
- Gosto de você, de alguns de seus comentários, outros nem tanto, mas o tenho como nosso amigo e prezo as suas visitas. - Por isso, entendo que é livre de dizer a sua opinião, desde que com Educação.
Relativamente à decisão de demonstrar nosso respeito e consternação perante o sucedido, é verdade o seguinte:
- se considerarmos as tragédias por esse mundo, podemos dizer que o Sonata teria que ter uma faixa preta todos os dias: - pelos recentes 50 mortos da "primavera" no Egito... - os mortos na Siria... - as cheias em Moçambique e Austrália - os que morrem de fome, frio e calor todos os dias... - os reféns na Argélia - as mulheres no norte do Mali - e mais e mais...
E nossa Amiga Felicidade, a quem estamos dando força nessa hora de perda pessoal...
e mais e mais...
Pois..
mas fomos unanimes...
Essa tragédia nos tocou pelo número, estupidez e idade das vitimas....
E também por nosso amigo JI.
E considerem que todos os dias, em pensamento, temos uma faixa preta por todas as vitimas desse mundo. E considerem que todos os dias, em pensamento, temos uma faixa branca por todos aqueles que, apesar de tudo, lutam e zelam para que tragédias dessas não voltem a suceder.
Muito bonita e sensível a manifestação do Sonata, o que, aliás, não haveria de ser diferente, dada a equipe que tem.
Acho que não há muito o que dizer diante de uma tragédia como esta; em certas situações o ser humano se compreende melhor sem palavras. Quanto ao que fazer, isso há muito! Infelizmente em nosso país muitos problemas, em qualquer setor e de qualquer natureza - como as saídas de emergência de nossas casas noturnas; quem se preocuparia com isso?! - só recebem a devida atenção quando o pior acontece. Bem, é esperarmos, de preferência não de braços cruzados, que no futuro (próximo) as coisas sejam melhores do que são hoje.
Um forte abraço e parabéns aos amigos da equipe Sonata.
desde agosto, visito diariamente o sonata: faço downloads, leio os comentários.
quando li as primeiras notícias sobre o incêndio, lembrei-me de vocês todos - em especial do joão inácio, que em alguns de seus comentários nos faz uma crônica dos acontecimentos do sul. confesso que fiquei esperando esse posicionamento do blog.
Pois. Mas é certo que ele está bem. Ontem mesmo ele comentou no filme "O Silêncio de Lorna". Vive em Porto Alegre. Mesmo assim torcemos para que essa tragédia não o tenha atingido de alguma forma.
Esperamos também que todos os nossos amigos visitantes do sul estejam bem. E, se quiserem se manifestar aqui nos comentários, fiquem à vontade.
Acabei, por uma enorme e triste coincidência do destino, tendo uma grande perda familiar súbita, nada esperada, que não tem a ver com os acontecimentos de S. Maria. Tive que viajar às pressas para o interior de Santa Catarina e, depois de uns três dias, apenas ontem/hoje soube o que era dormir.
É verdade, temos "pequenas tragédias" diárias não apenas no mundo, mas tb aqui, ao nosso lado, dia-após-dia. Chegamos até a ficar meio insensíveis com acontecimentos, num misto de auto-preservação e alienação auto imposta.
Santa Maria foi algo que em muito exorbitou os eventos do dia a dia. Não estamos em crise humanitária de alimentos, como na África, nem em guerra civil, como a Síria. Estamos em paz (sim, temos a violência urbana, mas o East End em Londres tem favelas (Hackney), gangues, crack e casos horripilantes de assassinato...). Temos desigualdade social (os EUA tb tem e muita), mas estamos longe de ser um país pobre, aliás, somos uma das seis/sete economias do mundo e é sabido que o RS é um dos locais mais desenvolvidos, não só do país, mas de toda a América Latina. Santa Maria, com 260 mil habitantes (e informo para quem não sabe, é uma cidade rica), tem 40 mil universitários (27 mil da Universidade Federal). A tragédia, que inclui irregularidades, negligência, ganância, quase 250 mortos; neste cenário, é algo inacreditável, INACEITÁVEL, de grandes proporções. Não há local no Planeta Terra, nos últimos dias, que não saiba, o que aconteceu aqui.
Existem 117 feridos hospitalizados em diversas cidades do estado, sendo 75 em estado grave (todos em UTIs), entubados, com queimaduras nos pulmões, alguns com queimaduras externas de segundo e terceiro graus e muitos em coma. Nenhum país em regime de paz, sem emergência de alimentos, tem 240 mortos e 75 um UTIs. Não foi furacão, nem terremoto, nem inundação. Foi uma sucessão de falhas humanas facilmente evitáveis.
As vítimas fatais são oriundas de mais de 35 cidades do RS, dez de SC, além do MS, MT, SP, PR e Pará, além de um estrangeiro. Isto está longe de ser pouco. Descobri que uma das vítimas não-fatais (com sobrenome japonês, quem diria) é minha parente distante. E, assim, muita gente descobre que, de uma forma ou de outra, todos estamos ligados.
Uma das turmas de Agronomia da UFSM perdeu 32 de seus 40 alunos...
Logo depois tragédia, escrevi sobre Santa maria e falei tb sobre o incêndio da favela próxima à Arena do Grêmio. Um das mulheres que teve sua casa totalmente incendiada teve dois primos mortos em S. Maria... Não consigo imaginar nada mais insuportável. Como seguir a vida?
O blog é de cinema? É. E o cinema é a arte das imagens em movimento, cobrindo todos os temas, alegrias e tristezas da vida humana. Se os escritores, produtores e diretores fossem imunes aos acontecimentos humanos, não teríamos filmes sobre guerras (grandes e "pequenas"), sobre racismo, direitos civis, dramas pessoais que retratam não só uma vida, mas que representam TODAS as vidas, com seus dramas e alegrias. Se o Google entra em luto, portais de internet entram em luto, porque não o Sonata tb entrar? Como espaço que sempre respeitou todas as opiniões, este é o caminho natural, ao demonstrar respeito e solidariedade num evento, que nada tem de banal e deve servir para que possamos exigir que não apenas boates, mas escolas, prédios, parques tenham condições plenas de garantir a segurança de todos nós.
Olá, João, é muito bom tê-lo de volta. Te desejo força para com tua perda, algo sempre doloroso, seja anônima ou de grande repercussão.
Estamos realmente passando por um momento complicado, e não podemos alegar que as bruxas estejam soltas - provavelmente nós é que não estamos fazendo a nossa parte. Ontem no jogo do Grêmio, primeiro jogo oficial da Arena Tricolor, aconteceu o tão esperado acidente: o gradil (baixo e frágil) não suportou o peso da "avalanche", e várias pessoas caíram no fosso, com oito pessoas feridas. O acidente poderia ter sido ainda mais grave se tivesse sido disponibilizado mil ingressos a mais, conforme era o previsto para o local. Eu tinha muita vontade de ter ido ao jogo, apenas não fui devido aos preços dos ingressos, que poderiam chegar até R$ 160,00! Com mais gasolina, estacionamento e um refrigerante, podemos chegar facilmente à R$200,00, muito acima das minhas possibilidades para uma única noite. E tudo isso sem a devida segurança...
Bem, é com certeza tempo de refletirmos, de pensarmos no que podemos estar fazendo de errado e o que podemos melhorar.
Pois é, tb pensei em falar do jogo do Grêmio (gremista que sou) que, por muito pouco, não se transformou em enorme tragédia, daquelas de virar manchete mundial. Cheguei de viagem, completamente moído, a tempo de ver toda a movimentação para partida. Mesmo estando triste e cansado, admito, gostaria, sim, de ter ido ao jogo para esquecer muita coisa (e os alicerces queimados das casas incendiadas nesta semana ainda estão lá, numa estranha lembrança de celebração (o jogo) e morte (os incêndios). Tb falei do vazamento de gás ocorrido quando eu assistia ao filme do Polanski e de como todos tiveram que ser evacuados... Há tanta coisa, o Carnaval está aí e a época das chuvas torrenciais no Sudeste brasileiro tb, e as marcas na região Serrana do Rio ainda estão bem vivas.
Está mais do que na hora deste tipo de coisas deixarem de ocorrer. O Brasil parece que está empurrando com a barriga sua "entrada" no "Primeiro Mundo". Pois, pelo visto, seja Deus, as bruxas ou a nossa negligência e passividade, teremos que sofrer na carne para que atitudes sejam tomadas e façamos o "espetáculo do crescimento" se transformar tb em respeito aos cidadãos, sejam eles classe média ou pobres; nem que isto tenha que ser a fórceps. O que, aliás e infelizmente, parece que é o que vai acontecer com a dita "nova sociedade" brasileira. Vamos ter que aprender, nem que seja na marra, na força, na tristeza, a sermos cidadãos de "primeira classe".
A Cruz Vermelha e a Associação Brasileira de Psiquiatria cadastra médicos, psiquiatras, psicólogos ou simples voluntários para atuar junto aos familiares das vítimas, aos sobreviventes e seus amigos e familiares. Não é necessária experiência anterior no manejo de trauma/crise coletiva, pois será fornecido treinamento. Está aberto a voluntários de qualquer parte do Brasil.
Bem, pessoal, a vida segue. Em St. Maria, hj (09.02) não há mais internados em UTIs (em POA há ainda) e muitos jovens estão se recuperando bem, felizmente.
Uma fotografia emblemática foi publicada hj no jornal gaúcho ZH e dá esperanças a quem ficou tocado por esta tragédia:
13 comentários:
Legal o "luto", Sonata...
Só peço que quando alguma favela pegar fogo, vocês também entrem em luto.
Já vi umas cem favelas pegarem fogo sem ninguém dar a mínima importância para o fato.
Uau, Hilde!
Várias favelas pegaram fogo em São Paulocom 4 mortes.
O tamanho dessa tragédia é maior, não por atingir a classe média, mas pelos 240 mortos.
Do tamanho dos incêndios que mais mataram no Brasil e no mundo.
Não precisamos dessa métrica.
Não precisamos fazer média com quem quer que seja.
Nem você precisa, aliás.
Você deveria parar de ser idiota, Hilde.
Não é um conselho, é uma dica.
Você sempre nos importuna com seus comentários babacas. Poderíamos passar muito bem sem eles.
E vidas perdidas são importantes em qualquer lugar, seja na favela ou no bairro de classe média.
Bem Hilde,
pela minha parte digo o seguinte:
- Gosto de você, de alguns de seus comentários, outros nem tanto, mas o tenho como nosso amigo e prezo as suas visitas.
- Por isso, entendo que é livre de dizer a sua opinião, desde que com Educação.
Relativamente à decisão de demonstrar nosso respeito e consternação perante o sucedido, é verdade o seguinte:
- se considerarmos as tragédias por esse mundo, podemos dizer que o Sonata teria que ter uma faixa preta todos os dias:
- pelos recentes 50 mortos da "primavera" no Egito...
- os mortos na Siria...
- as cheias em Moçambique e Austrália
- os que morrem de fome, frio e calor todos os dias...
- os reféns na Argélia
- as mulheres no norte do Mali
- e mais e mais...
E nossa Amiga Felicidade, a quem estamos dando força nessa hora de perda pessoal...
e mais e mais...
Pois..
mas fomos unanimes...
Essa tragédia nos tocou pelo número, estupidez e idade das vitimas....
E também por nosso amigo JI.
E considerem que todos os dias, em pensamento, temos uma faixa preta por todas as vitimas desse mundo.
E considerem que todos os dias, em pensamento, temos uma faixa branca por todos aqueles que, apesar de tudo, lutam e zelam para que tragédias dessas não voltem a suceder.
abraço e volte sempre.
Muito bonita e sensível a manifestação do Sonata, o que, aliás, não haveria de ser diferente, dada a equipe que tem.
Acho que não há muito o que dizer diante de uma tragédia como esta; em certas situações o ser humano se compreende melhor sem palavras.
Quanto ao que fazer, isso há muito! Infelizmente em nosso país muitos problemas, em qualquer setor e de qualquer natureza - como as saídas de emergência de nossas casas noturnas; quem se preocuparia com isso?! - só recebem a devida atenção quando o pior acontece.
Bem, é esperarmos, de preferência não de braços cruzados, que no futuro (próximo) as coisas sejam melhores do que são hoje.
Um forte abraço e parabéns aos amigos da equipe Sonata.
desde agosto, visito diariamente o sonata: faço downloads, leio os comentários.
quando li as primeiras notícias sobre o incêndio, lembrei-me de vocês todos - em especial do joão inácio, que em alguns de seus comentários nos faz uma crônica dos acontecimentos do sul. confesso que fiquei esperando esse posicionamento do blog.
abraço gratíssimo e solidário.
E o João Inácio sumiu.
Pois. Mas é certo que ele está bem. Ontem mesmo ele comentou no filme "O Silêncio de Lorna". Vive em Porto Alegre. Mesmo assim torcemos para que essa tragédia não o tenha atingido de alguma forma.
Esperamos também que todos os nossos amigos visitantes do sul estejam bem. E, se quiserem se manifestar aqui nos comentários, fiquem à vontade.
Abraços e força a todos!
Voltei hj. Agora
Pois...
Acabei, por uma enorme e triste coincidência do destino, tendo uma grande perda familiar súbita, nada esperada, que não tem a ver com os acontecimentos de S. Maria. Tive que viajar às pressas para o interior de Santa Catarina e, depois de uns três dias, apenas ontem/hoje soube o que era dormir.
É verdade, temos "pequenas tragédias" diárias não apenas no mundo, mas tb aqui, ao nosso lado, dia-após-dia. Chegamos até a ficar meio insensíveis com acontecimentos, num misto de auto-preservação e alienação auto imposta.
Santa Maria foi algo que em muito exorbitou os eventos do dia a dia. Não estamos em crise humanitária de alimentos, como na África, nem em guerra civil, como a Síria. Estamos em paz (sim, temos a violência urbana, mas o East End em Londres tem favelas (Hackney), gangues, crack e casos horripilantes de assassinato...). Temos desigualdade social (os EUA tb tem e muita), mas estamos longe de ser um país pobre, aliás, somos uma das seis/sete economias do mundo e é sabido que o RS é um dos locais mais desenvolvidos, não só do país, mas de toda a América Latina. Santa Maria, com 260 mil habitantes (e informo para quem não sabe, é uma cidade rica), tem 40 mil universitários (27 mil da Universidade Federal). A tragédia, que inclui irregularidades, negligência, ganância, quase 250 mortos; neste cenário, é algo inacreditável, INACEITÁVEL, de grandes proporções. Não há local no Planeta Terra, nos últimos dias, que não saiba, o que aconteceu aqui.
Existem 117 feridos hospitalizados em diversas cidades do estado, sendo 75 em estado grave (todos em UTIs), entubados, com queimaduras nos pulmões, alguns com queimaduras externas de segundo e terceiro graus e muitos em coma. Nenhum país em regime de paz, sem emergência de alimentos, tem 240 mortos e 75 um UTIs. Não foi furacão, nem terremoto, nem inundação. Foi uma sucessão de falhas humanas facilmente evitáveis.
As vítimas fatais são oriundas de mais de 35 cidades do RS, dez de SC, além do MS, MT, SP, PR e Pará, além de um estrangeiro. Isto está longe de ser pouco. Descobri que uma das vítimas não-fatais (com sobrenome japonês, quem diria) é minha parente distante. E, assim, muita gente descobre que, de uma forma ou de outra, todos estamos ligados.
Uma das turmas de Agronomia da UFSM perdeu 32 de seus 40 alunos...
Logo depois tragédia, escrevi sobre Santa maria e falei tb sobre o incêndio da favela próxima à Arena do Grêmio. Um das mulheres que teve sua casa totalmente incendiada teve dois primos mortos em S. Maria... Não consigo imaginar nada mais insuportável. Como seguir a vida?
O blog é de cinema? É. E o cinema é a arte das imagens em movimento, cobrindo todos os temas, alegrias e tristezas da vida humana. Se os escritores, produtores e diretores fossem imunes aos acontecimentos humanos, não teríamos filmes sobre guerras (grandes e "pequenas"), sobre racismo, direitos civis, dramas pessoais que retratam não só uma vida, mas que representam TODAS as vidas, com seus dramas e alegrias. Se o Google entra em luto, portais de internet entram em luto, porque não o Sonata tb entrar? Como espaço que sempre respeitou todas as opiniões, este é o caminho natural, ao demonstrar respeito e solidariedade num evento, que nada tem de banal e deve servir para que possamos exigir que não apenas boates, mas escolas, prédios, parques tenham condições plenas de garantir a segurança de todos nós.
Grato!
Olá, João, é muito bom tê-lo de volta.
Te desejo força para com tua perda, algo sempre doloroso, seja anônima ou de grande repercussão.
Estamos realmente passando por um momento complicado, e não podemos alegar que as bruxas estejam soltas - provavelmente nós é que não estamos fazendo a nossa parte.
Ontem no jogo do Grêmio, primeiro jogo oficial da Arena Tricolor, aconteceu o tão esperado acidente: o gradil (baixo e frágil) não suportou o peso da "avalanche", e várias pessoas caíram no fosso, com oito pessoas feridas. O acidente poderia ter sido ainda mais grave se tivesse sido disponibilizado mil ingressos a mais, conforme era o previsto para o local.
Eu tinha muita vontade de ter ido ao jogo, apenas não fui devido aos preços dos ingressos, que poderiam chegar até R$ 160,00! Com mais gasolina, estacionamento e um refrigerante, podemos chegar facilmente à R$200,00, muito acima das minhas possibilidades para uma única noite. E tudo isso sem a devida segurança...
Bem, é com certeza tempo de refletirmos, de pensarmos no que podemos estar fazendo de errado e o que podemos melhorar.
Mais uma vez bem-vindo, meu amigo.
Um abraço!
Muito obrigado, Daniel!
Pois é, tb pensei em falar do jogo do Grêmio (gremista que sou) que, por muito pouco, não se transformou em enorme tragédia, daquelas de virar manchete mundial. Cheguei de viagem, completamente moído, a tempo de ver toda a movimentação para partida. Mesmo estando triste e cansado, admito, gostaria, sim, de ter ido ao jogo para esquecer muita coisa (e os alicerces queimados das casas incendiadas nesta semana ainda estão lá, numa estranha lembrança de celebração (o jogo) e morte (os incêndios). Tb falei do vazamento de gás ocorrido quando eu assistia ao filme do Polanski e de como todos tiveram que ser evacuados... Há tanta coisa, o Carnaval está aí e a época das chuvas torrenciais no Sudeste brasileiro tb, e as marcas na região Serrana do Rio ainda estão bem vivas.
Está mais do que na hora deste tipo de coisas deixarem de ocorrer. O Brasil parece que está empurrando com a barriga sua "entrada" no "Primeiro Mundo". Pois, pelo visto, seja Deus, as bruxas ou a nossa negligência e passividade, teremos que sofrer na carne para que atitudes sejam tomadas e façamos o "espetáculo do crescimento" se transformar tb em respeito aos cidadãos, sejam eles classe média ou pobres; nem que isto tenha que ser a fórceps. O que, aliás e infelizmente, parece que é o que vai acontecer com a dita "nova sociedade" brasileira. Vamos ter que aprender, nem que seja na marra, na força, na tristeza, a sermos cidadãos de "primeira classe".
Abs a tds!
A Cruz Vermelha e a Associação Brasileira de Psiquiatria cadastra médicos, psiquiatras, psicólogos ou simples voluntários para atuar junto aos familiares das vítimas, aos sobreviventes e seus amigos e familiares. Não é necessária experiência anterior no manejo de trauma/crise coletiva, pois será fornecido treinamento. Está aberto a voluntários de qualquer parte do Brasil.
Mais informações, aqui:
http://wp.clicrbs.com.br/centraldeapoio/2013/01/31/abp-e-cvb-cadastram-voluntarios-para-atendimento-em-santa-maria/?topo=13,1,1,,,13
Bem, pessoal, a vida segue. Em St. Maria, hj (09.02) não há mais internados em UTIs (em POA há ainda) e muitos jovens estão se recuperando bem, felizmente.
Uma fotografia emblemática foi publicada hj no jornal gaúcho ZH e dá esperanças a quem ficou tocado por esta tragédia:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/02/tem-alguma-missao-especial-para-eu-fazer-aqui-na-terra-afirma-sobrevivente-da-tragedia-em-santa-maria-4040036.html
Abs!
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